CRP19 enfrenta alto índice de inadimplência

O Conselho Regional de Psicologia – 19ª região decidiu fixar o valor da anuidade 2015 em R$ 462,02, um aumento de 7 % se comparado ao ano de 2014.  De acordo com a diretoria a  elevação do valor seguiu os índices da inflação projetado e foi amplamente discutido em reunião no conselho, em outubro de 2014, seguindo todos os parâmetros legais para informação.  “Informamos em nosso site, nas redes sociais,  em jornal de grande  circulação em tempo hábil. Houve um momento de discussão. Quem participou teve a oportunidade de opinar”, explicou Adriano Barros, presidente da entidade.

O principal argumento para o reajuste foi a inadimplência. Atualmente, existem 1.819 profissionais em Sergipe,  45% têm dívida parcial ou total de anuidades  entre os anos de 2010 e 2014.  “Fizemos uma estimativa e o valor que temos a receber, R$ 637.335,00,  daria para pagar a folha dos funcionários do CRP19 durante dois anos, já com os impostos incluídos e despesas fixas”, explicou Alberto Orge, Conselheiro Tesoureiro do CRP-19.

O CRP19 alerta que  é preciso estar com a anuidade em dia, caso contrário o profissional estará incorrendo numa infração ética e exercendo irregularmente a  profissão. “Em  2012 não foi feito nenhum reajuste. Em 2013 e 2014, foi possível pagar a anuidade em até cinco parcelas. Nós entendemos que o profissional passa por diversos  momentos que poderiam justificar esse atraso no pagamento, por isso estamos com uma campanha para regularizar a situação dos inadimplentes. Para tanto basta entrar em contato com nosso setor financeiro para negociar”, disse Orge. 

A escalada da inadimplência inviabilizou conclusão de projetos em 2014, como por exemplo, o da nova sede da entidade.  O projeto de reforma e adequação dos espaços foi suspenso por falta de verba e ainda não há prazo para conclusão.  “Estamos em vias de discutir nosso planejamento estratégico, marcar as ações para 2015,  um ano que será de profundas  transformações para nossa categoria.  Temos planos  de marchar com uma campanha  de valorização da profissão e trabalhar  fortemente nessa relação do conselho com o profissional da psicologia. Isso porque acreditamos que essa aproximação é de extrema importância para o profissional e  para o conselho, no que diz respeito à manutenção às  referências técnicas,  no  trabalho  do dia a dia, da escuta onde quer que  os profissionais  hoje se encontrem”, informou Adriano Barros. 

Outro problema gerado pela falta de recursos é a impossibilidade participação nas  ações e decisões diante do Conselho Federal de Psicologia e de outros Conselhos. De acordo com Jameson Silva, vice-presidente do  CRP19, a própria categoria cobra a vinda de profissionais referência para discutir assuntos inerentes à profissão. Mas não há condições financeiras para arcar com as despesas. “É importante a participação em encontros, buscar informações e fortalecer a nossa luta por implementação de políticas em favor da nossa categoria. Mas sem esses recursos ficamos de mão atadas”, lamentou.