Seminário de Psicologia Relações Interétnicas chega ao fim com debates e premiação

08/11/2015 - 12H38

Após três dias de discussões sobre assuntos relacionados à desigualdade social e racial, chegou ao fim o Seminário de Psicologia e Relações Interétnicas. Idealizado pelo Conselho de Psicologia de Sergipe (CRP19), por meio da Comissão de Direitos Humanos e Grupo de Trabalho de Relações Interétnicas, o evento contou com a participação de dezenas de estudantes e profissionais de Sergipe e Bahia. A programação incluiu, além de debates, oficinas e premiação de trabalhos.

No sábado, 7,  duas palestras sobre religião, cultura e educação dos negros e índios foram apresentadas – proporcionando alguns esclarecimentos aos presentes. “Aqui traçamos uma discussão baseada na religião, raça e gênero de nosso povo. Com isso, pudemos explanar sobre o papel de cada um em seu grupo social. Além disso, tivemos a oportunidade de expor aos participantes ideias de como agirem quando se depararem com casos de discriminação racial e de gênero. A psicologia não é uma ciência isolada. Ela é ampla e possibilita diversas maneiras de trabalho. Mas, para o profissional exercer um bom trabalho, é necessário que ele conheça a realidade de cada povo. O seminário foi um pontapé para grandes coisas”, explica a professora e ialorixá Sônia Oliveira.

Com um discurso voltado às problemáticas dos povos indígenas brasileiros, a mestre em sociologia Luciana Galante contou alguns fatos históricos que, segundo ela, até hoje prejudicam o desenvolvimento de trabalhos com as etnias. “Acredito que a educação deve ser levada aos índios, mas isso tem que ser decidido por eles. Não devemos impor. Cada povo tem sua cultura e, ao adentrar em uma educação como as dos demais brasileiros, muito de sua essência pode se perder. É um risco. Por isso que defendo a ideia de ser uma escolha por parte deles”, pontuou.

Premiação
O seminário Psicologia e Relações Interétnicas terminou com a premiação de redações envolvendo o tema. A estudante Maria Suely dos Santos Nascimento foi a vencedora e revelou a importância do evento para sua formação acadêmica. “Como futura profissional, aprendi que tenho que ter um olhar e cuidado diferenciado com o outro. E foi justamente sobre isso que escrevi. O reconhecimento de meu trabalho é muito gratificante, mas, o mais interessante foi o aprendizado assimilado e as experiências trocadas nesses dias. Com certeza, levarei tudo comigo”.