CRP19 discute condições de trabalho de psicólogos do Tribunal de Justiça de Sergipe


No último dia 2 de julho, representantes do Conselho Regional de Psicologia 19ª Região e do Tribunal de Justiça de Sergipe estiveram reunidos com o intuito de se discutir sobre a prática profissional da psicologia no TJ. Participaram da reunião o Conselheiro Presidente do CRP19, Adriano Barros, assessora técnica, a psicóloga Lidiane de Melo Drapala, os juízes auxiliares da presidência do Tribunal de Justiça  Dalquíria Melo Ferreira e Diógenes Barreto, a coordenadora do Núcleo de Perícias Judiciais Ana Cristina Machado Silva, a coordenadora da Divisão de Psicologia, Cristiane Maria Guedes Fontes e as psicólogas Andrea Yuri Otsuka e Maysa Luzia de Sousa Leite em representação do coletivo de profissionais.

As reivindicações encaminhadas no mês de abril pelo SINDJUS acerca do fazer da psicologia em núcleos do TJSE em todo estado foi a principal pauta do encontro. Ao ser analisado pelo corpo técnico do CRP19, foi constatado um grande número de questões relativas à competência disciplinar do Conselho para além das questões da competência sindical.  “Por conta disso, a optamos por abrir um processo de aproximação para o agendamento do referido encontro no sentido de tornarmos a relação mais fluida e com vistas às mudanças mais contundentes no que se observar necessário diante das legislações e normativas da profissão”, explicou a assessora técnica Lidiane Drapala.

Todos os pontos elencados foram amplamente discutidos. Do quantitativo e qualidade de salas de atendimento específicas para a prática profissional ao  uso adequado de instrumentais restritos à profissão como as baterias de testes psicológicos, acúmulo de visitas domiciliares versus território de abrangência, tempo e métodos de atendimento  acolhimento dos usuários dentre outros.

Os juízes auxiliares Dalquíria Melo Ferreira e Diógenes Barreto, explicaram que  o TJ enfrenta dificuldades financeiras, mas adiantaram que, na impossibilidade de construir novas salas, os locais de atendimento já passam por adequações,  como instalação da climatização, sigilo e privacidade dos atendimentos, condições necessárias para o pronto atendimento profissional da psicologia.

  “Das questões que poderiam ser encaminhadas a partir dessa reunião, já foi assumido o compromisso dos magistrados em ampliar para demais reivindicações o quanto antes. Também ficou acertado uma agenda, na qual profissionais da psicologia do Tribunal de Justiça, acompanhados das psicólogas do CRP19, discutirão documento que subsidiará formação de protocolos de atendimento e funcionamento com vistas às normativas da profissão atualizadas em alinhamento com o que é de competência do TJ em seus núcleos técnicos”, finalizou Adriano Barros, Conselheiro Presidente do CRP19.