Autoconhecimento e autoestima como expressões de saúde mental e dispositivos de empoderamento da mulher

23/01/2018 -17H22


               Mulheres atendidas pelo Centro de Referência de Assistência Social, CRAS Madre Tereza de Calcutá, localizado no Largo da Aparecida, Bairro Jabutiana, zona oeste de Aracaju(SE), participaram de uma roda de conversa na terça-feira, 9, para dialogar sobre o Janeiro Branco. O trabalho faz parte da agenda de atividades do equipamento que visa inserir a pauta da prevenção em saúde mental nos mais diversos espaços da comunidade.

               A ação aconteceu em forma de roda de conversa e foi conduzida pelo psicólogo Pedro Alves dos Santos Filho (CRP19/1910) e pelos estudantes de psicologia Hugo Araujo de Oliveira, Maria Letycia de Oliveira Pereira e André Luiz Teles Ramos.

               Durante a atividade, as mulheres foram convidadas a refletir sobre o modo como o machismo e subvalorização da figura feminina na sociedade impactam a autoestima e trazem prejuízos à saúde emocional de mulheres de todas as idades.

               A palavra foi franqueada no decorrer do debate a todas que quisessem participar e trazer à tona casos reais em que presenciaram como os diversos tipos de violência perpetrados contra a figura feminina favoreceram, quando não abolidos, o desencadeamento de transtornos mentais como a depressão, transtornos de ansiedade e a naturalização de agressões contra a mulher.

               Durante o mês de Janeiro, mulheres assistidas pelos Centros de Referência de Assistência Social de Sergipe têm sido convidadas a participar de atividades do gênero. No dia 25, às 15h, uma ação semelhante será realizada no teatro do Centro de Esporte Unificado com mulheres do Bairro 17 de março, em Aracaju(SE). A psicóloga Joseane dos Santos Bispo (CRP19/2606) realizará a vivência “Sociodrama do racismo: refletindo sobre a saúde mental da mulher negra”, voltada a mulheres que utilizam os serviços ofertados pelo CRAS Maria Diná Menezes.