Papo reto sobre suicídio comove alunos e professores de uma escola de Rosário do Catete

29/09/2017 -21H53


               Em Rosário do Catete(SE), a  campanha Setembro Amarelo, foi encerrada nessa quinta-feira,  28, com uma ação conjunta, entre o Colégio Estadual Leandro Maciel e a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social.

               As orientações acerca da temática prevenção ao suicídio e valorização da vida, reuniu na escola, equipe diretiva do colégio, alunos, professores e demais servidores para uma roda de conversa com a psicóloga Aurélia Barreto (CRP 19/002582), do Centro de Referência da Assistência Social – CRAS.

               Com ênfase em “Falar é a melhor solução", a psicóloga promoveu um momento ímpar quando uma aluna, em tratamento da depressão deu um testemunho comovente, reforçando a importância do respeito, atenção e cuidado ao próximo. 

               “Já pensei em “sumir” desse mundo, mas não tive coragem de seguir adiante. As coisas melhoraram quando comecei o meu tratamento. Foi bom ver  meus colegas escutando esse assunto. Eu tinha dificuldade em falar sobre isso,  com eles, só falava com meu médico.  Porque todo mundo sempre diz que é frescura e na minha casa ninguém me entende. Um dia tive uma crise aqui na escola e eles me levaram para o posto de saúde. Se estivesse em casa não teriam me ajudado. Minha casa é o pior lugar para mim. Mas, na escola eu tenho os professores que me escutam. Muitas vezes a gente precisa apenas de um ato de carinho. As pessoas não têm ideia como é bom ter atenção, receber um abraço”, confidenciou a adolescente L.S.S,de 16 anos.

               “A aluna reforçou a importância da discussão acerca da temática, não só para as pessoas com diagnóstico de transtorno, mas também para as pessoas do convívio social”, explicou Aurélia.

               Segundo a coordenadora pedagógica Edmar Maria Santos de Almeida, inicialmente foi muito discutido se a temática do suicídio deveria ser debatida com os adolescentes. “ Esse é um tema   muito difícil de ser discutido, mas vejo que fizemos o certo. Foi comovente o depoimento da nossa aluna, sabemos do problema dela, mas não imaginei que tivesse a coragem de expor para todos, foi realmente surpreendente. Mas, que bom ela ter tido essa iniciativa. Acredito que tocou cada um dos participantes, principalmente aqueles que não sabiam respeitá-la ou não entendiam seu problema. A partir dessa ação, a campanha “Setembro Amarelo” passa a integrar o nosso calendário anual de atividades. Vejo que o caminho é mesmo o papo reto, como dizem nossos jovens”, concluiu.