Valorização da Vida e razões para ser feliz na Terceira Idade

28/04/2017 -19H22


               Idosos integrantes do grupo ‘Reviver’ participaram de atividades alusivas à Campanha Setembro Amarelo nessa terça-feira, 26, no bairro Lamarão em Aracaju(SE). As ações foram promovidas pelas psicólogas Manuela Abreu Damasceno (CRP 19/1774) e Karla Janine G. Santana (CRP 19/2603) e aconteceram no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Dr. Carlos Fernandes De Melo.

               A intervenção das profissionais foi dividida em momentos de reflexões, debates e partilhas sobre a valorização da vida e prevenção ao suicídio na terceira idade. Com a música “Trem Bala”, lançada pela cantora e compositora paranaense Ana Vilela, foram tecidas reflexões sobre o fortalecimento de vínculos familiares, comunitários e a valorização das coisas simples da vida, como forma de preservação da saúde mental, da manutenção relacionamentos sociais salutares e, consequentemente, de prevenção ao suicídio.

               O grupo participou de um bate-papo sobre como é possível identificar as causas do transtornos de humor, sua relação com os riscos de suicídio e de que modo é possível ajudar e/ou buscar ajuda sempre que necessário. Alguns idosos relataram experiências pessoais com familiares e compartilharam suas dificuldades e angústias durante o encontro. O trabalho foi finalizado com a realização de uma dinâmica de grupo com a utilização de balões amarelos que teve como principal objetivo enfatizar a importância do autocuidado e alertar para o fato de que há muitas razões para se viver e que o suicídio nunca é a solução.

               Para Manuela Abreu, psicóloga do CRAS Carlos Fernandes, cuidar da saúde física e emocional na terceira idade é fundamental. “O momento de hoje foi bastante enriquecedor e reforça o quanto os grupos de convivência e fortalecimento de vínculos são importantes nos processos de valorização da vida e prevenção ao suicídio entre pessoas idosas. Foi gratificante perceber que o objetivo que tínhamos de fomentar reflexões foi alcançado. A depressão e o risco do suicídio pode, e deve, ser discutido aberta, e francamente, nesses espaços de convivência, pois, somente assim, poderemos e ajudar a quem precisa de apoio, auxílio emocional ou até mesmo salvar uma vida”, ressaltou.

               A usuária Marinalva de Souza Silva, integrante do grupo Reviver, trouxe um relato pessoal e mostrou-se emocionada durante o encontro. “Eu passo por isso em casa, pois meu marido tem depressão e não sente vontade de fazer nada, nem de sair de casa. Saber como ajudar alguém é muito bom porque às vezes queremos auxiliar e não sabemos por onde começar”, relatou.