Casos de suicídio na região centro sul de Sergipe alerta para os cuidados com saúde mental

28/09/2017 -15H10


               Com a temática “Suicídio: prevenir é possível!”, as psicólogas  Laiane dos Santos Almeida Souza (CRP19/2865), Joanna Alves de Almeida (CRP19/2416) e Érica Karine Santana Santos (CRP19/2549) realizaram palestra, na quinta-feira, 21,  no salão da Paróquia Senhora Sant’ana, em Simão Dias, região centro sul do Estado de Sergipe.

               Aberto ao público, o encontro teve como principal foco  falar sobre a prevenção e combate ao suicídio. Foram abordadas questões como sentimentos presentes em um indivíduo que tem fortes indícios para cometer o suicídio, frases de alerta, sinais e comportamentos, meios de prevenção, a quem acionar na rede de saúde, mitos e verdades, quebrando tabus, e explanação sobre o setembro amarelo e sua finalidade.

               Aos participantes, as psicólogas proporcionaram uma vivência com dinâmica do toque.  “Buscamos fazer com que o público se envolvesse com o momento, para que pudessem absorver de forma mais efetiva as informações passadas”, explicou Érica Karine.

               A autônoma Silmara do Carmo Dias Santos conta que perdeu muitos amigos, vítimas dessas horas de aflição e desespero e entende que a campanha do Setembro Amarelo serve de ajuda para as pessoas. “A vida é curta e passageira, e a angústia está fazendo com que as pessoas menosprezem isso. Costumo dizer que problemas psicológicos são feridas da alma. É muito difícil tratar dessas feridas. Se é difícil cicatrizar uma ferida visível, imagine as da nossa mente. Temos que tomar consciência de que a nossa vida tem que ser preenchida com Deus, com coisas boas”, revelou.

               A psicóloga Laiane  Souza, explica que em  Simão Dias há um  crescente índice  de suicídios. “A população está em choque.  O público que esteve presente na palestra, confirmou a angustia observada pelos profissionais de saúde. Todos buscavam resposta e meios de como lidar com pessoas vulneráveis para com a tentativa de suicídio. Apesar de termos obtido abertura para com a temática, percebo que, falar sobre suicídio ainda é um tabu, assim como percebo que, as pessoas não adquiriram o hábito de cuidar de sua saúde mental. Acredito que o próximo passo com as pessoas dessa comunidade é esse: enfatizar sobre os cuidados com a nossa saúde mental, concluiu.