CRP19 discute violência no trânsito na última edição do projeto Roda de Conversa

Nessa quarta, 29, o Conselho Regional de Psicologia, através da Comissão de Direitos Humanos, realizou a última edição de 2014, do projeto “A violência nossa de cada dia”, com a Roda de Conversa sobre violência no trânsito. Participaram do encontro como mediadores, os Conselheiros Algerto Orge e o Fernando Antônio do Nascimento.
O expositor convidado foi o psicólogo Oscar Silva Neto que fez um paralelo entre as estatísticas e o comportamento dos condutores nas ruas da cidade de Aracaju (SE). Segundo Oscar, na capital, 1400 novos veículos são inseridos à frota todos os meses. Com mais condutores e menos espaço de circulação, o resultado são grandes congestionamentos. “Muitos condutores não estão preparados para lidar com essa situação. Isso gera ansiedade, descontrole. Aliado a isso tem a falta de sinalização adequada e até mesmo o processo de formação do condutor que em 95% do casos é o causador de acidentes, seja por negligência, imperícia ou imprudência”, explicou Oscar Neto.
Ainda de acordo com o psicólogo, a forma como os novos condutores são habilitados não auxilia na redução do índice de violência no trânsito. No Brasil, a legislação apresenta lacunas onde cabem recursos. As sanções, no máximo, chegam a uma suspensão do direito de dirigir, mas nunca uma cassação dessa permissão. E esses condutores voltam ao volante como motoristas contumazes que transgridem a lei pelo simples fato de que podem pagar as multas. “A psicologia vem trabalhando numa mudança de comportamento através de equipes multidisciplinares. É preciso entender que o trânsito é um meio social complexo no qual o indivíduo tem que respeitar o direito do outro pra que o outro respeite o direito dele”, finalizou o psicólogo.
Para Tiago Rezende, estudante de Psicologia e estagiário do Senac em Sergipe, que participou de todas as edições do Roda de Conversa, essa foi uma oportunidade de ampliar conhecimentos e de entender as várias áreas de atuação do profissional. “O Conselho trouxe a perspectiva da violência na ótica da psicologia. Esse foi um momento ímpar de conhecer as várias vertentes de atuação do profissional psicólogo”, concluiu o estudante.