Adolescentes participam de roda de conversa sobre risco de suicídio associado ao uso indevido de substância psicoativa.

16/09/2017 -21H31


               Nessa quarta-feira, 12, adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas em sistema de semiliberdade da Fundação Renascer,  participaram de uma Roda de Conversa sobre Prevenção ao Suicídio. A ação aconteceu na Comunidade Socioeducativa São Francisco de Assis, localizada no Bairro Ponto Novo, em Aracaju(SE).

               O trabalho conduzido pela psicóloga da instituição, Virgínia Klein Rocha (CRP19/1863) e pelo psicólogo Pedro Alves dos Santos Filho (CRP 19/1910) promoveu um debate sobre saúde metal, dependência química e a importância de saber identificar os fatores de risco associados ao suicídio, como um passo essencial para a proteção da vida.

               A depressão encabeça a lista dos fatores que motivam uma pessoa a cometer suicídio, estando acima apenas do abuso de drogas e álcool, além de questões interpessoais, como violência sexual, violência doméstica e bullying. O Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde aponta que a cada 45 minutos, uma pessoa comete suicídio no Brasil. O dado é alarmante e coloca o país na 8ª posição no ranking mundial, sendo Sergipe o 12° colocado.

               Diante desses dados, a coordenadora técnica da Comunidade Socioeducativa São Francisco de Assis, Carla Vanessa, enfatiza a necessidade de se falar abertamente sobre o assunto. “Conversar com adolescentes sobre risco de suicídio associado ao uso abusivo de álcool e outras drogas é uma forma de prevenção por sabermos que a dependência química, sobretudo entre os jovens, é uma realidade e o assunto precisa ser discutido aberta e francamente”.

               A psicóloga Virgínia Klein ressaltou que a banalização dos fatores de risco por parte dos adolescentes é preocupante. “Percebemos uma dificuldade entre os jovens de aceitar que, diante de uma situação crítica que estes venham considerar como insuportável, o risco de suicídio é alto. Fatores como o uso de drogas e relacionamentos conturbados acaba deixando-os mais vulneráveis e, consequentemente, cresce a chance de eles acabarem tirando a própria vida num momento de desespero. Abrir espaço para falar, abertamente, sobre o assunto, é um meio de fazer com que a temática deixe de ser um tabu e, deste modo, estaremos promovendo prevenção”.

               Outras ações relacionadas ao Setembro Amarelo estão programadas para acontecer na instituição. No dia 25 de setembro, o psicólogo Pedro Alves irá ministrar a palestra: “Transtornos de humor, de ansiedade e fatores de risco ao suicídio em adolescentes”, desta vez, voltada aos profissionais da Fundação Renascer.