Educação e Cidadania em pauta no CRP19







O Conselho Regional de Psicologia, através do Grupo de Trabalho Psicologia, Gênero e Diversidade Sexual, da Comissão de Direitos Humanos, realizou na sexta-feira, 10, a Roda de Conversa “Educação e Cidadania”.   O evento reuniu, no Colégio Americano Batista, em Aracaju (SE), profissionais de diversas áreas do conhecimento.

“Fundamental que as instituições, sejam elas de qualquer natureza se permitam observar, nessa lógica contemporânea, as diversidades econômicas, sexuais, religiosas e sociais. Uma escola cristã que se permite receber um conselho profissional, dedicado especificamente para falar dos comportamentos, visando melhoria da sociedade,  é de uma  dignidade inominável.  É bom ter parceiros que se colocam à disposição para discutir, para debater”, disse Lidiane Drapala,  Pesquisadora do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas – CREPOP do CRP19, ao dar as boas vindas aos participantes da Roda de Conversa.

Esta edição do projeto Roda de Conversa levantou uma das problemáticas mais discutidas no ambiente escolar: a sexualidade e o direito do cidadão à educação. Polêmico  e visto como tabu, o tema ainda é um desafio  para muitos profissionais da educação, gestores, pesquisadores.

“A escola é uma segunda casa. Como GT, a gente pretende intervir diante da qualificação de  profissionais,  reeducar acerca da diversidade sexual,  quebrar esse tabu”, explicou  a psicóloga Marcela Carvalho que coordenada, junto com o psicólogo  Francis Deon o “GT Psicologia, Gênero e Diversidade Sexual".

Para o psicólogo Jorge Antônio Rodrigues Barbosa, coordenador do Instituto Sergipano de Qualidade de Vida, a finalidade da educação é preparar as pessoas para a realidade. “ è preciso discutir sobre preconceito e discriminação na escola, repensar a sexualidade a partir das problemáticas,  preparar  educadores comprometidos com a construção de uma sociedade que reconheça o direito à diferença”, disse.

Dois Professores, que se dedicam ao Doutorado em Educação, foram os convidados para o debate:  Milena Aragão  e Thiago Ranniery.

Doutorando em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Mestre em Educação  pela Universidade Federal de Minas Gerais  e Pesquisador sobre “Gênero, Sexualidade e Estudos Culturais”, Thiago Ranniery é categórico ao afirmar que a  escola tem uma função social, mas “é preciso  pensar qual a importância que a escola tem pra um conjunto e populações marginalizadas. O exercício do direito dessas pessoas, via escolarização, via formação de professores,  permite  acesso a esses direitos, historicamente, negados?”, questiona. 

Doutoranda do Núcleo de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Sergipe, Mestre em Educação pela Universidade de Caxias do Sul/RS e Pesquisadora sobre  educação infantil e a formação de professores,  Milena Aragão explica que a escola não está destacada de um contexto social.  “A escola somos nós. Entramos nessa escola com nossas crianças, nossos valores, nossas representações. Na temática da diversidade, a cidadania, de uma maneira mais ampla, precisa entrar com seus temas transversais. A partir desse reconhecimento podemos pensar numa educação para todos”, finalizou.