Assistência realiza roda de conversa sobre cyberbullyng com crianças e adolescentes

06/09/2017 -17H40


               Como parte da geração Z, as crianças e adolescentes da atualidade já nasceram com as possibilidades da internet e das tecnologias digitais ao alcance das mãos. Mas, ao mesmo tempo que a inovação abre portas para o conhecimento, também pode deixar brechas para que estes jovens sejam colocados em uma situação vulnerável. Para tratar sobre os perigos da exposição na rede digital de relacionamentos, além das melhores práticas de convívio entre sociedade, foi realizada na manhã desta quarta-feira, 6, uma roda de conversa sobre cyberbullying com meninas e meninos atendidos pelo Cras Maria José, localizado no Coqueiral, em Aracaju (SE).

               O assunto também surgiu por conta das discussões do Setembro Amarelo, mês que alerta sobre a prevenção ao suicídio. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 32 brasileiros tiram a própria vida todos os dias. Fato que muitas vezes, poderia ser evitado com o acompanhamento e a prevenção correta. “Precisamos falar abertamente sobre o tema e chamar a atenção dessas crianças e adolescentes do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para os riscos do suicídio. São meninos e meninas muito espertos, que também estão conectados o tempo todo nas redes sociais e precisam de orientação”, explicou a coordenadora do Cras, Aldiléia Lemos.

               O psicólogo do equipamento, Marcel Maia de Oliveira Gomes (Mestre em Psicologia Social - CRP 19/2046), ainda afirma que a informação tem sido um dos meios mais eficazes para formar adultos mais saudáveis e conscientes. “É o nosso papel chegar junto e fortalecer esses vínculos e conhecimentos. Assim eles crescem como cidadãos mais responsáveis. Estar na internet e usar dos meios tecnológicos para se comunicar não é negativo. Não podemos nos privar de acompanhar a evolução dos tempos, só precisamos estar atentos, chamando a atenção para falar do lado bom, desde que haja moderação.”

               Ítalo Max, de 11 anos, aprendeu o que é bullying dentro e fora do mundo digital. “Hoje eu entendi que não é certo bater, xingar, agredir e machucar as outras pessoas. E também que eu não devo fazer para os outros o que eu não quero que façam para mim".

               Victor Gabriel, 14 anos, acessa a internet todos os dias através do smartphone do computador. Mas sempre com a instrução e a vigilância dos pais. “Eu uso o Facebook e o Messenger só para falar com os meus amigos, mas meus pais sempre ficam vendo com quem eu falo e o que eu falo. Eles dizem que não é para falar com gente estranha e nem fazer mal para os outros”, afirma.

Com informações da Ascom PMA
Fotos: Danillo França