Matriciamento em saúde mental é tema de debate em Sergipe

20/08/2017 -15H04


               O Conselho Regional de  Psicologia da 19ᵃ Região, por meio do Grupo de Trabalho de Atenção Psicossocial,   realizou nessa quinta-feira, 17, na  Faculdade Maurício de Nassau, em Aracaju(SE),  a roda de conversa “O matriciamento em  saúde mental”.                        

               Os psicólogos Alan Santana Santos (CRP19/ 2076), presidente do CRP19, Clóves Henrique Santos de Santana (CRP19/1141), as psicólogas Flávia dos Santos Nascimento (CRP19/2482), Tais Fernandina Queiroz  (CRP19/0741), coordenadora do GT  de Atenção Psicossocial e a Assistente Social Vandeiziana Alves da Silva Dias (CRESS 1467) conduziram o debate que focou no novo modo de promoção de  saúde, alicerçada na construção compartilhada e na elaboração de uma proposta de intervenção pedagógico-terapêutica, uma ação  preconizada pelo Ministério da Saúde que  vai além da distribuição de medicamentos.

               “O tema da roda de conversa foi bastante relevante pois é o momento que a equipe interdisciplinar e a rede intersetorial passa a construir e criar estratégias de intervenções compartilhada para promover autonomia e cidadania e bem-estar do usuário”, disse Vandeiziana que atua em Itabaianainha, município que fica a 120 km da capital Aracaju.

               Durante o evento  que reuniu estudantes e representantes de equipes de atendimento em saúde mental de vários municípios sergipanos,  a psicóloga Flávia Nascimento apresentou um relato sobre o matriciamento do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). “É importante pensarmos juntos quais as práticas que estamos realizando hoje. Os profissionais ficam tão voltados para suas rotinas que, muitas vezes, esquecem os debates sobre as nossas práticas. Ouvindo a experiência do outro podemos refletir sobre as nossas ações e criar novas estratégias”, informou.

               Para o psicólogo Clóves Henrique, que atua há oito anos em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), na região sul de Sergipe, o matriciamento em saúde mental representa uma ferramenta de grande relevância para o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPES). “É necessário que nos apropriarmos cada vez mais dessa ferramenta, levando-a para a nossa prática cotidiana que ainda apresenta várias barreiras para atenção integral da pessoa e, em especial, a pessoa em sofrimento psíquico, seja decorrente de transtornos metais e/ou decorrente do uso de substâncias psicoativas”, disse.

               “Poder contar com profissionais de vários municípios e estudantes interessados no assunto, mostra que estamos conseguindo trazer temáticas que são pertinentes ao exercício profissional. Esse reconhecimento da categoria nos deixa muito feliz enquanto gestão.  O debate sobre matriciamento em saúde mental foi enriquecedor. Nos trouxe experiências de profissionais  de Sergipe que mostraram o quanto é potente, capaz e brilhante a nossa Psicologia.  E que isso continue nos inspirando, ainda mais, na luta pela consolidação de uma Rede de Atenção Psicossocial com a qualidade, finalizou Alan Santana Santos.