CRP19 participa de reunião com psicólogos da educação do Estado

21/06/2017 -20H36


               Com o objetivo de conhecer as demandas dos psicólogos, psicopedagogos  e assistentes sociais, vinculados ao Centro de Referência em Educação Especial (CREESE), da Secretaria de Estado da Educação (SEED), o Conselho Regional de Psicologia  da 19ᵃ Região atendeu ao convite para participar de uma reunião que aconteceu na manhã do dia 13 de junho, na Escola Estadual John Kennedy, localizada no bairro Getúlio Vargas, em Aracaju(SE).

               Com o trabalho de identificar, avaliar e diagnosticar alunos com deficiência, matriculados em escolas da rede pública estadual, o profissionais do CREESE levantaram questões relativas ao preenchimento correto de documentação. De acordo com Marcela Flores, da Comissão de Orientação e Fiscalização do CRP19, os diagnósticos produzidos geram documentos que precisam atender legislação específica e há ainda muitas dúvidas.  “Que tipo de informação deve constar no documento que vai ser encaminhado a um setor específico? Quem vai ter acesso a esse registro? Há implicações éticas em relação ao sigilo? É aconselhável, ou não, colocar o CID? Isso facilitaria ou criaria outro tipo de situação no contexto escolar? Esses foram os principais questionamentos apresentados pelos profissionais”, relatou.

               Ainda de acordo com a fiscal do CRP19, existem algumas resoluções e legislação dentro da Psicologia que tratam dessa temática. “Há uma resolução específica que versa sobre a elaboração de documentos escritos produzidos por psicólogos. Nesse contexto, apresenta a distinção entre atestado e declaração, parecer e relatório, o que deve constar, minimamente, nesses documentos e suas implicações éticas”, explicou.

               Segundo o conselheiro presidente do CRP19, Alan Santana Santos, promover a educação inclusiva é a essência desse trabalho desenvolvido pelos psicólogos e psicólogas que atuam no CREESE. Identificar alunos com problemas de aprendizagem requer um olhar diferenciado de proteção à crianças e adolescentes e é preciso fazer isso de forma legal e ética. “Por isso, conhecer os materiais produzidos pelos psicólogos, a instrumentalização do nosso código de ética, a produção de parâmetros baseado na realidade de como atuar dentro desse contexto da educação vai oferecer à junta responsável pelas avaliações, um direcionamento para toda a rede Estadual de Educação”, explicou Alan.

               A partir das demandas ficou definida a realização de uma oficina coordenada Conselho Regional de Psicologia de Sergipe, no dia sete de julho, na sede do CRP19. O trabalho será enquadrado na necessidade e realidade da atividade educacional. “A partir dessa oficina podemos até criar um grupo de trabalho, no qual vamos abranger questões de legislação e um trabalho vinculado à Psicologia e Educação”, sugeriu Flores.