Primeira roda de conversa do GT de saúde mental discute rede de atenção psicossocial

04/04/2017 -23H13


               Nessa segunda-feira (3), profissionais da Psicologia, da Assistência Social,  militantes e estudantes participaram da roda de conversa do Grupo de Trabalho Saúde Mental e Atenção Psicossocial,   do Conselho Regional de Psicologia da 19ᵃ Região. Em pauta, a rede e a política da Atenção Psicossocial com foco para o cuidado aos usuários do SUS.

                “A primeira roda de conversa realizada pelo GT tem importância significativa não somente para categoria de Psicologia, mas também para toda a área de saúde mental do estado de Sergipe. As abordagens de saúde mental são sempre produzidas de forma interdisciplinar e a rede de atenção psicossocial preconiza que seja feito dessa forma.  Ao realizar uma roda de conversa que privilegia falas de assistentes sociais e terapeutas ocupacionais, que abre espaço para os estudantes, a gente promove o exercício de dialogar com outras profissões e lança a proposta de construirmos, juntos, uma atenção psicossocial”, disse Alan Santana Santos, Conselheiro Presidente do CRP19 e um dos coordenadores  do GT. 

               Nos debates foram levantados vários aspectos em relação ao tratamento e a clínica em saúde mental, a necessidade dos serviços de saúde dialogarem e entenderem o papel de cada ponto da rede. “Sergipe conta com uma rede ampla, com diversas modalidades de serviços, a exemplo do  CAPS (tipo I, II, III, AD, infantojuvenil),  unidade de acolhimento, residências terapêuticas, consultório na rua, projeto redução de danos, urgência de saúde mental, enfermaria de psiquiatria em hospital geral, iniciativas de geração de renda e projetos de reabilitação psicossocial.  A intenção  do GT é ampliar, permitir  que outros profissionais, estudantes e militantes da saúde mental possam contribuir com a temática, e principalmente, para que os direitos e a legislação da Política da Atenção Psicossocial sejam garantidos”, falou Carlos Galberto , Terapeuta Ocupacional.

               Para a psicóloga conselheira Tais Fernandina  Queiroz (CRP19/0741), coordenadora do GT, além de potencializar  a discussão interdisciplinar acerca do cuidado em Saúde Mental, o grupo de trabalho  visa ainda aquecer o movimento da luta antimanicomial e reforma psiquiátrica. “Esse é um movimento diário, cotidiano, feito também com discussões no âmbito da construção teórica. Pretendemos retomar esse movimento de militância pelo cuidado em liberdade e pela construção de uma rede de atenção psicossocial que seja de qualidade, com a oferta de  um cuidado integral que esteja de acordo com os princípios do Sistema Único de Saúde”.

               Ainda de acordo com a coordenação do GT,  o encontro dessa segunda-feira inaugura o ciclo de discussões que será realizado no próximo mês . “Dia 18 de maio é o dia da Luta Antimanicomial. Essa foi a forma de colocar o assunto em pauta para contagiar os profissionais das mais diversas áreas, e  acadêmicos, para que se possa de fato retomar, nesse momento de fragilidade das políticas públicas,  as discussões  acerca da saúde mental no modelo antimanicomial, com a lógica psicossocial”, finalizou Fernandina.