CRP19 leva informação ao "Mulheres de Peso" em Estância

04/04/2017 -19H32



               Com uma programação que incluiu atividades culturais e de promoção à saúde, mesas de discussão sobre questões de gênero e um concurso de fotografias, o Conselho Regional de Psicologia da 19ᵃ Região, participou do evento promovido pelo   Instituto Federal de Sergipe (IFS) – Campus Estância realizou nos dias 30 e 31 de março, o “Mulheres de Peso”, evento em alusão ao Dia Internacional da Mulher.

               Na sexta-feira (31), a psicóloga Lidiane de Melo Drapala (CRP19/1664), pesquisadora do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP) do CRP19, membro da comissões de Políticas Públicas e  de Direitos Humanos e do GT de gênero e diversidade falou para professores e estudantes do ensino médio e técnico sobre “Protagonismo feminino na busca por igualdade de direitos: transpondo a invisibilidade”.  Por meio de vídeos e fotos, Drapala propôs uma reflexão sobre o lugar da mulher e a urgente igualdade de direitos. Usou como referência o caso da judoca Rafaela da Silva, campeã olímpica no Rio de Janeiro na modalidade judô, problematizando o lugar do praticante de esporte, o que segundo ela, é um dos espaços mais excludentes, do ponto de vista da ocupação da mulher. “Desde o incentivo à prática esportiva, do custeio de bolsas escolares e patrocínio, ao espaço que a mídia oferece para as mulheres, há um viés objetificação, de sexualidade e sensualização do corpo da mulher. As habilidades esportivas e da performance para competição são esquecidas”, explicou.

               Drapala apresentou ainda um vídeo promocional de uma marca de cosméticos que apresenta mulheres em diversas situação: uma idosa tatuada que gosta de rock e heavy metal,  uma jovem de 27 anos que por opção se mantém virgem,  uma criança de 11 anos que ainda brinca de boneca, uma mulher que escolheu viver um amor por outra mulher depois de 30 anos de um casamento heterossexual. “ Esse excesso de julgamento, de condenação, de constrangimento imposto às mulheres, em determinados âmbitos da sociedade, acaba reiterando o círculo de violência e exclusão das mulheres”, disse.

               Ao final da palestra foram trabalhados conceitos e diferenciações sobre sexismo,   machismo,  feminismo,  misoginia, misandria e da urgência equiparação de direitos. “A partir das representações sociais trabalhamos na perspectiva de modificação e ampliação de sentido que atribuímos a homens e mulheres. Buscamos uma equiparação de direitos, que vai muito mais para uma igualdade e do que para uma supremacia”, finalizou .