GT Comissão de Direitos Humanos do CRP19 inicia projeto de interiorização

27/03/2017 -21H35



              Com o objetivo de fomentar uma educação em Direitos Humanos nas  comunidades de regiões mais afastadas da capital sergipana, bem como aproximar a sociedade de temas transversais à Psicologia, o Conselho Regional de Psicologia da 19ᵃ Região, por meio da Comissão de Direitos Humanos, iniciou o projeto de interiorização da CDH. E os municípios do alto sertão sergipanos foram os primeiros a receber as ações.

               Atendendo a um  convite  da psicóloga Leila Rodrigues Teles (CRP19/1702),  que atua há seis anos  no Centro de Referência da Assistência Social – CRAS de Nossa Senhora da Glória, na terça-feira (21), em Nossa Senhora da Glória, cidade que fica à 121 km da capital,  as psicólogas Marcela  Carvalho (CRP 19/2467),  coordenadora do GT de gênero diversidade e mestranda do programa de Psicologia Social da Universidade Federal de Sergipe  e  Lidiane de Melo Drapala (CRP19/1664),  trabalharam  as estratégias de sensibilização da população, da instrumentalização dos profissionais e da tentativa de mudança de sentido no que diz respeito à violência contra a mulher. “Março é o mês de luta. Com essa atividade pensamos em ampliar essa reflexão para além do 8 de março. Fazer a interação de cultura, arte e lazer tem sido uma estratégia para ampliar a mudança de comportamento de homens e mulheres do Alto Sertão”, explicou Lidiane Drapala (CRP19/1664), pesquisadora do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP) do CRP19, membro da comissões de Políticas Públicas e  de Direitos Humanos e participante ativa do GT de gênero e diversidade  do CRP19.

               A ação em  Monte Alegre, aconteceu  no mesmo dia, à convite de Maria Patrícia dos Santos, coordenadora das Políticas para Mulheres do município. Para esse grupo foi proposto um debate sobre construção de preconceitos e remodelação desses conceitos a partir dos lugares ocupados pelas mulheres e pelos homens. “Desconstruir preconceitos, representações da imagem da mulher, machismo criado e enraizado através da família ou da sociedade, não é uma tarefa fácil, mas conseguimos criar um espaço de debates construtivos, resgatando a força, a coragem, sonhos adormecidos de cada uma delas, levando mais esperança e leveza. Além disso, orientamos os serviços que podem auxiliar no enfrentamento à violência sexual e psicológica, ressaltando a importância da união de todas para a construção de novos caminhos, em prol da luta com mais políticas públicas. A interiorização também serviu para que a Psicologia em Sergipe possa acordar urgentemente, uma vez que ações como esta possibilitam mais reflexões do nosso próprio papel enquanto profissional, principalmente no que diz respeito ao acolhimento adequado deste público” disse Marcela Carvalho.

               Na quarta-feira (22) foi a vez de Canindé de São Francisco, cidade às margens do Rio São Francisco, onde atuaram as psicólogas Lidiane Drapala e  Jayane Pinheiro Trindade (CRP19/2010), Mestre em  Psicologia Social, Conselheira  e  coordenadora da Comissão de Direitos Humanos do CRP19.  As profissionais levaram para a comunidade atividades lúdicas com foco na educação em Direitos Humanos, reflexão no sentido da formação da pessoa e sensibilização acerca do papel de cada um na prevenção da violação de Direitos Humanos. “É uma possibilidade de  alteração de atitudes e comportamentos, uma auto e hetero-vigilância crítica referente ao cumprimento dos Direitos Humanos e ao significado e sentido da vida”, finalizou Jayane.