Cine debate discute violação dos direitos da mulher

09/03/2017 -18H23



              Em celebração ao mês da mulher, entidades ligadas à defesa dos direitos da mulher promoveram um cine-debate com foco nas temáticas  machismo, misoginia, mutilação genital, feminicídio. O objeto de estudo foi o filme “Flor do Deserto”, exibido em duas sessões, nessa quarta-feira, 8 de março, no auditório da ADUFS, na Universidade Federal de Sergipe.

               Para Lidiane dos Anjos, conselheira vice-presidente do CRP19, “o filme trouxe as várias relações da mulher, em diferentes locais do mundo e permitiu fazer ponte com movimento brasileiro”. 
As falas provocaram uma reflexão sobre as práticas de violação aos direitos da mulher. “Ainda há muito preconceito e a violência  contra a mulher não vem só fisicamente,  mas,  psicológica. A sociedade sergipana ainda é marcada pelo machismo. Muitas mulheres   se calam, ou se omitem, por medo da exposição. Por isso, as lutas são  importantes, e necessárias,  para as conquistas das mulheres nos diversos âmbitos”.

               O evento contou a com a participação de estudantes de Psicologia e de vários outros cursos.  O Cine-debate foi  uma parceria entre Conselho Regional de Psicologia da 19 Região, Grupo de Pesquisa em Gênero, Sexualidade e Estudos Culturais (GESEC/CNPq/UFS) e o Núcleo Sergipe da ABRAPSO (Associação Brasileira de Psicologia Social) e contou com o apoio  do GT Mídia, gênero, cinema e arte da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher (CDDM) da Ordem dos Advogados em Sergipe (OAB), programa de pós graduação interdisciplinar em cinema e narrativas sociais (PPGCINE) da Universidade Federal de Sergipe(UFS).

               “ Outros debates marcaram o dia 8 de março na instituição:  “Quadro atual do combate a violência contra a mulher”, com a advogada Daniela Carvalho Almeida Costa, “Saúde e construção de gênero”, com a advogada Valdilene Martins e “Os desafios da mulher atual”, com a advogada Andréa Karine Goes.
“É importante a  mulher construir e reconhecer a sua identidade e papel social no processo de respeito às diferenças de gênero, mas de igualdade de direitos”, finalizou Petruska.