Conselheiras participam de debate sobre vida e obra da psiquiatra Nise da Silveira

11/11/2016 -19H26


                 A história da médica psiquiatra, Nise da Silveira, que questiona  na década de 1940, o tratamento violento de pacientes esquizofrênicos e que revolucionou a área encerrando uma era de métodos agressivos, foi o tema do Cine Debate Sobrames, realizado pela Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, com apoio do Conselho Regional de Psicologia da 19a Região, nessa quinta-feira, 10, em Aracaju (SE).

                 “As parcerias para realização deste evento foram de fundamental importância. O CRP19 acolheu o nosso convite e se dedicou na divulgação do nosso projeto”, disse Lucio Prado Dias, presidente do SOBRAMES.

                   A mostra realizada no Cine Vitória, contou com as presenças das conselheiras Bruna Oliveira e Petruska Passos Menezes. “O CRP19 se sente honrado com o convite e a parceria com as organizações promotoras desse modelo de evento como uma prática de construção e engrandecimento da população como um todo e, mais especificamente, em relação ao filme, a importância da arte e sensibilidade que a película conseguiu trazer, pelas excelentes interpretações dos atores e conteúdo emocional, um trabalho sobre o cuidado, respeito e amor ao próximo”, disse Petruska Passos.

                 “Foi uma parceria rica e construtiva que esperamos que continue”, completou a Conselheira Bruna Oliveira.

                 Após a exibição do longa metragem, o médico sanitarista Antônio Samarone, contextualizou a vida e obra de Nise da Silveira falando das práticas psiquiátricas agressivas da época em oposição ao amor e sensibilidade de Nise em cuidar dos clientes (como ela os chamava) em um contexto sócio-cultural, totalmente desfavorável a esse modelo de trabalho.

                 Ainda sem data definida, o  próximo filme a ser exibido e debatido por  médicos, psiquiatras, psicólogos e interessados no assunto  é “O Senhor do Labirinto”, que conta a história do artista Arthur Bispo do Rosário, nascido em Japaratuba (SE), negro e  pobre que, ao ser diagnosticado como esquizofrênico-paranóico, ficou confinado por 50 anos na colônia psiquiátrica Juliano Moreira, no Rio de Janeiro  onde produziu obras tombadas e transformadas em patrimônio histórico pelo Instituto Estadual de Patrimônio Artístico e Cultural do Rio de Janeiro.