NOTA

17/10/2016 -08H10

                    Na última terça-feira, dia 10 outubro, o Hospital São José fechou as portas, mais uma vez, da única urgência mental 24h disponível para o SUS, em Sergipe. Essa medida desarticula, ainda mais, o cuidado em saúde mental na medida que cria furos irreparáveis no funcionamento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) .

                    A estratégia do cuidado em rede, através da RAPS, se sustenta por meio de vários níveis e pontos de atenção.  Diversos equipamentos constroem a atenção integral à saúde de pessoas com transtorno mental: Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Acolhimento, Centro de Atenção Psicossocial e Urgências Mentais. Cada ponto de cuidado da RAPS é de relevância para a qualidade do tratamento ofertado.  Sem esse atendimento especializado, os prejuízos   são incalculáveis.
Ressaltamos que, o cuidado em saúde mental 24 horas, além de um dever do Estado, é imprescindível para toda sociedade, principalmente, às pessoas com transtorno mental e seus familiares. 

                    Durante os finais de semana, feriados ou mesmo em locais onde não existem CAPS 24 horas, restritos à regiões metropolitanas, o único ponto de apoio era o Hospital São José, que deixa o Estado de Sergipe, inteiramente, desassistido.

                    Diante disso, o Conselho Regional de Psicologia vem manifestar, publicamente, sua preocupação com o desamparo que vive a população Sergipana ao vivenciar, outra vez, o fechamento do único serviço de urgência mental do SUS, motivado pela falta de pagamento dos serviços prestados. A inexistência de um serviço de urgência é um atentado aos direitos da sociedade sergipana e um retrocesso à Reforma Psiquiátrica Brasileira.