Psicólogos e assistentes sociais nas escolas de Aracaju

01/09/2016 -18H52

                 Aprovado em redação final na Câmara Municipal de Aracaju, o Projeto de Lei que dispõe sobre os serviços de Psicologia Escolar e Assistência Social nas escolas da rede pública de ensino de Aracaju (SE). De autoria do psicólogo e vereador Max Prejuízo, o PL aguarda a sanção do prefeito João Alves para tornar-se Lei.

                 Depois de ser aprovado em primeira discussão, em 2013, o PL ganhou emendas da Comissão de Educação, Cultura e Esportes no que se refere às competências dos profissionais.  Em abril de 2014, o parlamentar esteve no Conselho Regional de Psicologia de Sergipe em busca de apoio ao projeto.   A anuência do CRP19 “representa o aval técnico ao Projeto que possibilita um entendimento positivo na implantação de  uma cultura de paz com reflexos imediatos nas comunidades”, disse Prejuízo.  Para Adriano Barros, presidente do Conselho, “o projeto além de qualificar a educação no município de Aracaju estabelece a ampliação de postos de trabalho na capital”.

                 A psicologia escolar e a assistência social são importantes na melhoria da qualidade do ensino, mas, principalmente, no auxílio de correções de falhas que ocorrem na educação.

                 É essencial termos psicólogos e assistentes sociais nas escolas. Psicólogos para harmonização dos conflitos na comunidade escolar, o que abrange não somente os alunos, mas também professores, equipe técnica, funcionários. Além disso, irá minimizar conflitos relacionais, questões de isolamento social, bullying, e tantos outros problemas próprios da convivência escolar. Já o assistente social pode se tornar uma ponte entre as necessidades comunitárias e as necessidades de todos os sujeitos que trabalham no espaço da educação, articulando o acesso do aluno e da família na rede de serviços do território como saúde, assistência social, caps, conselho tutelar. Esse trabalho junto à comunidade e à família irá contribuir para a prática profissional do educador, pois interfere diretamente na relação ensino aprendizagem, no combate a evasão escolar”, disse Max ao defender a sanção do projeto , apontando análises mais profundas sobre o porquê do fracasso de alguns estudantes. “É no interior das escolas, no cotidiano dos alunos e de suas famílias, que se configuram as diferentes expressões da questão social, como desemprego, baixa renda, fome, trabalho infanto-juvenil, desnutrição, problemas de saúde, drogas, violência doméstica, desigualdade e exclusão social. O papel dos psicólogos e assistentes sociais é auxiliar nestas questões, combatendo, norteando.

                 “Um psicólogo trabalhando nas escolas municipais vai auxiliar em demandas urgentes como a evasão escolar, a deficiência no aprendizado, a violência nas escolas. A orientação e direcionamento dos estudantes, fortalecimento na relação com pais ou responsáveis no sentido de envolvê-los no processo ensino-aprendizagem vai ajudar, inclusive, na diminuição da violência nas ruas”, argumentou Max Prejuízo.